Os ataques contra o Irã lançados por Donald Trump já estão levando à redução na quantidade de alimentos consumidos pelos cidadãos dos EUA, denunciou na quarta-feira (25) o líder da minoria democrata no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, em sua conta no X.
"Os americanos já estão pulando refeições devido à imprudente 'guerra de escolha' de Trump no Irã, e este é apenas mais um exemplo de como o caos que ele está causando está tornando mais difícil pagar pelos alimentos", declarou.
A publicação cita uma reportagem da CNN, na qual se destaca que, devido ao forte aumento dos preços dos combustíveis após o bloqueio do Estreito de Ormuz, os habitantes dos Estados Unidos estão sendo obrigados a cortar gastos com alimentação.
Schumer também criticou a restrição de verbas para o programa de apoio alimentar, conhecida como Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP, na sigla em inglês), que permitia que famílias de baixa renda adquirissem alimentos.
"À medida que os cortes cruéis de Trump no SNAP entrarem em vigor ao longo do próximo ano, as famílias de menor renda terão ainda mais dificuldade para alimentar seus filhos, enquanto os preços sobem", denunciou.
Guerra no Oriente Médio
Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento total do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizam ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.