Irã reforça sua 'mina de ouro' diante de possível invasão dos EUA — CNN

Donald Trump está ameaçando invadir e ocupar a ilha de Kharg, responsável por até 95% das exportações de petróleo bruto do Irã.

O Irã está reforçando as defesas da ilha de Kharg e instalando minas antitropas e antitanque, bem como sistemas de defesa antiaéreas adicionais portáteis na costa nas últimas semanas, diante da possibilidade de os Estados Unidos tentarem tomar a ilha à força, informou na quarta-feira (25) a CNN citando fontes da inteligência americana.

«ENTENDA A IMPORTÂNCIA DA ILHA DE KHARG PARA O IRÃ EM NOSSO ARTIGO»

As fontes revelaram que o Comando Central dos EUA (CENTCOM) mantém vigilância aérea "quase constante" sobre Kharg.

A ilha é localizada a apenas 25-30 km da costa iraniana e já foi bombardeada pelos EUA em 13 de março.

Alertas de especialistas e aliados

Analistas militares e aliados regionais alertam para os riscos de baixas americanas massivas em uma eventual operação terrestre.

"Os iranianos são inteligentes e implacáveis. Farão tudo o que puderem para infligir o máximo de baixas às forças americanas, tanto em navios no mar quanto, principalmente, quando as tropas pisarem em seu território soberano", afirmou o almirante aposentado James Stavridis, ex-comandante supremo da OTAN.

Um oficial israelense ouvido pela CNN teme que, se os fuzileiros navais desembarcarem, o Irã responda imediatamente com drones e mísseis contra as tropas.

Aliados árabes do Golfo pressionam em privado para que Washington não execute a operação, preocupados que provoque mais represálias contra sua infraestrutura e prolongue a guerra indefinidamente.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibafemitiu um aviso no X na quarta-feira (25), afirmando que todos os movimentos inimigos estão sob vigilância e que qualquer passo em direção a uma invasão resultará em "ataques implacáveis" à infraestrutura vital de um país da região que estaria apoiando a ação.

Para uma eventual operação, os EUA já posicionaram duas unidades expedicionárias de fuzileiros navais especializadas em assaltos anfíbios, além de navios de desembarco e aeronaves.

Cerca de mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército também se preparam, segundo o New York Times.

Apesar da força, o consenso entre analistas e aliados é de que uma invasão seria um perigoso salto no escuro, com potencial de transformar um conflito aéreo e naval em uma carnificina terrestre e em uma escalada regional incontrolável.