Cientista descobre aranha que finge ser o fungo zumbi de 'The Last of Us'

A nova espécie, um aracnídeo predador que imita um fungo parasita que transforma insetos em zumbis, foi descoberta na Amazônia equatoriana.

Cientistas descobriram uma nova espécie de aranha que se finge de morta, simulando ter sido infectada por um fungo parasita, informou o site Gizmodo na segunda-feira (23).

A descoberta ocorreu por acaso, quando Alexander Bentley, um conservacionista e herpetólogo do grupo Waska Amazonía, encontrou, durante uma caminhada noturna, uma criatura incomum "colada" a uma folha.

Inicialmente, o pesquisador pensou que apenas havia encontrado um exemplar curioso e assustador de "cordyceps", um gênero de fungo parasita que transforma insetos e aracnídeos em zumbis, e se alimenta de seus cérebros, crescendo literalmente através de seus corpos.

Foi esse mesmo fungo que serviu de inspiração para o apocalipse zumbi nos jogos "The Last of Us", que posteriormente foram adaptados como série pela HBO.

Identificada com ajuda de entusiastas

Para a surpresa de Bentley – esta aranha "infectada", que parecia ser apenas um cadáver – de repente começou a se mover

Finalmente, Bentley e outros biólogos identificaram a nova espécie graças a uma rede de voluntários na plataforma de entusiastas da ciência iNaturalist, onde Bentley havia publicado imagens de seu macabro achado no final do verão passado, sem saber exatamente o que havia descoberto naquela noite.

Os pesquisadores chamaram a aranha de "Taczanowskia waska". Como publicado na revista Zootaxa, este é o primeiro exemplo conhecido de aranhas que imitam fungos parasitas.

Como se diferenciam?

Assim como as outras integrantes do gênero Taczanowskia (que no total inclui oito espécies), estas aranhas não tecem teias, e sua estratégia de caça consiste em fingir sua morte para depois se lançar sobre sua presa e capturá-la com suas duas patas dianteiras.

As observações de exemplares de "Taczanowskia waska" em laboratório revelaram que estas aranhas não apenas simulam sua morte para caçar, mas também recorrem a essa técnica para evitar predadores.

Atualmente, a distribuição do animal se limita a apenas 100 hectares na Amazônia equatoriana. Por isso, os pesquisadores desejam proteger essas aranhas. Os biólogos destacaram o importante papel dos voluntários e dos amantes da natureza em sua descoberta.