
Netanyahu anuncia aumento da 'faixa de segurança' no Líbano para 'afastar a ameaça' do Hezbollah

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira (25) que o desmantelamento do Hezbollah está "agora diante" do governo e vinculou a medida à campanha mais ampla contra o Irã, que, segundo ele, "segue em pleno andamento, apesar de relatos da mídia".
🇮🇱 Netanyahu anuncia aumento da "faixa de segurança" no Líbano para "afastar a ameaça" do HezbollahSegundo o primeiro-ministro de Israel, a ofensiva reduziu significativamente os perigos no norte do país, mas destacou que "ainda há trabalho a fazer".🔗 https://t.co/HC0QMoLpAWpic.twitter.com/sLEm3xtxCF
— RT Brasil (@rtnoticias_br) March 25, 2026

Durante reunião por videoconferência com diretores-gerais de ministérios e líderes de autoridades da linha de confronto, Netanyahu declarou que Israel está "determinado a mudar fundamentalmente a situação no Líbano".
O premiê afirmou que a ofensiva israelense reduziu significativamente ameaças no norte do país. Segundo ele, o Hezbollah acumulou, ao longo de cerca de 40 anos, "150 mil foguetes e mísseis", direcionados ao território israelense.
"Removemos a maior parte dessa ameaça, embora ainda haja trabalho a fazer", disse.
Netanyahu também afirmou que foi neutralizada a ameaça de uma invasão terrestre por "milhares de terroristas Radwan", braço do Hezbollah, tanto "por terra e no subsolo".
"Criamos uma verdadeira faixa de segurança que impede uma invasão terrestre na Galileia", declarou, acrescentando que essa zona está sendo ampliada para afastar o risco de mísseis antitanque das comunidades próximas à fronteira.
No âmbito interno, o premiê informou que determinou o cancelamento de cortes orçamentários para o norte do país e a ampliação de recursos para necessidades essenciais, como reconstrução e apoio à população. Ele também pediu esforços para evitar o abandono de comunidades, citando a necessidade de atenção especial a idosos e pessoas com deficiência.
Netanyahu vinculou as ações no norte à estratégia regional contra o Irã e afirmou que a percepção internacional sobre Israel mudou.
"Israel está mais forte do que nunca, e o Irã está mais fraco do que nunca", disse. Segundo ele, países da região reconhecem essa mudança, o que estaria abrindo "oportunidades para alianças que nunca imaginamos".
O premiê também mencionou a situação da comunidade drusa, afirmando que os ataques contra esse grupo o afetaram "diretamente" e classificando a resposta como uma questão "moral e política da mais alta ordem".

