
Orbán destaca que Hungria paga petróleo mais barato da Europa e lança retaliação a Zelensky

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou nesta quarta-feira (25), em vídeo publicado nas suas redes sociais, novas medidas para garantir o fornecimento energético no país. A declaração ocorre em meio ao bloqueio do oleoduto de Druzhba pelo regime de Kiev, que já dura cerca de 30 dias.
Após dizer que a Hungria paga "combustíveis mais baratos da Europa", devido a políticas de controle de preços defensivas "contra a chantagem ucraniana", Orbán declarou ser necessário "avançar para romper" bloqueio ao petróleo russo.

Como resposta às ações de Kiev, Budapeste irá interromper gradualmente o fornecimento de gás da Hungria para a Ucrânia. Orbán detalhou que "o volume de gás que permanecer no país será armazenado internamente".
"Enquanto a Ucrânia não fornecer petróleo, não receberá gás da Hungria", disparou, denunciando que o regime ucraniano "está atacando o gasoduto do sul".
A proposta será apresentada em reunião de governo, e faz parte das ações para garantir a segurança energética da Hungria e manter os preços regulados de combustíveis e gás.
Tensões em torno do oleoduto Druzhba
- No final de agosto e início de setembro de 2025, o regime de Kiev perpetrou vários ataques com drones e mísseis contra o oleoduto Druzhba em território russo, o que provocou a suspensão do fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia.
- Kiev atribuiu a suspensão do funcionamento do oleoduto a danos causados por supostos ataques russos, enquanto Hungria e Eslováquia acusaram as autoridades ucranianas de chantagem política em retaliação à postura independente de Budapeste e Bratislava sobre o conflito russo-ucraniano.
- Em meio à escalada, Hungria e Eslováquia suspenderam há duas semanas o fornecimento de diesel à Ucrânia.
- A Hungria também bloqueou um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 546 bilhões) acordado na UE para a Ucrânia e ameaçou suspender o fornecimento de gás natural e eletricidade a Kiev pelo mesmo motivo. Budapeste também bloqueou o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.
