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China questiona versão da mídia japonesa e dá detalhes da invasão à embaixada em Tóquio

Ministério das Relações Exteriores chinês refuta tese de "opinião política" e afirma que segundo-tenente armado ameaçou matar diplomatas. Japão reforça segurança e promete investigação rigorosa sobre o caso.
China questiona versão da mídia japonesa e dá detalhes da invasão à embaixada em TóquioLegion-media.ru / Tomas Ragina

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta quarta-feira (25) que há divergências entre Pequim e Tóquio sobre as motivações da invasão à embaixada chinesa. Segundo ele, as autoridades dos dois países trabalham no caso, mas discordam sobre os objetivos reais do invasor.

"O indivíduo foi detido pela polícia japonesa", relatou o porta-voz. "De acordo com informações oficiais, o autor é um segundo-tenente das Forças de Autodefesa do Japão. Ele escalou o muro da embaixada portando uma faca de 18 centímetros", detalhou.

Lin questionou a cobertura da mídia japonesa, que citou o desejo do suspeito de apenas "expressar opiniões políticas". O porta-voz indagou se é comum alguém armado invadir uma representação para tal fim e reiterou que o militar ameaçou matar diplomatas "em nome de Deus".

Segundo o jornal The Japan News, a Polícia Metropolitana de Tóquio informou que o invasor pretendia exigir menos "afirmações agressivas" contra o Japão. O oficial teria declarado que pretendia cometer suicídio caso o pedido fosse negado pelas autoridades chinesas.

A agência Jiji Press noticiou que o secretário-chefe do Gabinete japonês, Minoru Kihara, classificou como "lamentável" o envolvimento de um membro das Forças de Autodefesa no episódio. O governo japonês afirmou que adotará medidas adequadas, conforme o direito internacional, para evitar a recorrência de episódios semelhantes.