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'Irã não aceita cessar-fogo com violadores de acordos' — imprensa iraniana

De acordo com uma fonte ouvida pela mídia, Teerã condiciona o fim da guerra ao cumprimento de seus "objetivos estratégicos no confronto com a frente hostil".
'Irã não aceita cessar-fogo com violadores de acordos' — imprensa iranianaGettyimages.ru / Majid Saeedi

Os Estados Unidos intensificaram esforços para chegar a um acordo de cessar-fogo com o Irã, que rejeita a proposta por desconfiar de Washington, informou a imprensa iraniana, citando fontes.

"O Irã não aceita um cessar-fogo. Basicamente, não faz sentido entrar nesse processo com quem viola os acordos", declarou uma fonte.

A fonte ouvida pela mídia destacou que Teerã condiciona o fim da guerra ao cumprimento de seus "objetivos estratégicos no confronto com a frente hostil".

Os esforços americanos para conseguir um cessar-fogo intensificaram-se nos últimos cinco dias por meio da mediação de países terceiros, segundo as fontes, que indicam que Washington visa iniciar negociações indiretas com o Irã.

Na segunda-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o adiamento de todos os ataques contra infraestruturas energéticas e usinas elétricas do Irã, afirmando que, nos últimos dias, tinham ocorrido conversas "muito positivas e produtivas" com o Irã. No entanto, Teerã negou a existência de um diálogo com Washington.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
  • Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
  • Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
  • Até o momento,  o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.
  • Em retaliação, o Irã obstruiu o Estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do petróleo vendido no mundo, proibindo a passagem de navios inimigos, o que fez disparar os preços.