Instalações nucleares iranianas rumam para o pior cenário, diz chefe de nuclear russa

Uma área próxima à usina foi atacada na terça-feira (24); um projétil já tinha atingido o complexo no dia 17 de março.

A situação na instalação nuclear de Bushehr, a única do Irã e a primeira em todo o Oriente Médio, continua a evoluir negativamente após os ataques, disse nesta quarta-feira (25) Alexey Likhachev, diretor da estatal russa de energia Rosatom.

Segundo Likhachev, na noite de terça-feira (24) houve um novo ataque nas proximidades da unidade de energia operacional número 1 e não houve vítimas.

A imprensa iraniana, citando a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), noticiou que um projétil atingiu a usina nuclear de Bushehr por volta das 21h08 do dia 24 de março. O incidente não causou danos técnicos ou humanos, e não afetou nenhuma parte da usina.

A Organização de Energia Atômica do Irã informou que um projétil havia atingido a área da usina em 17 de março. O ataque ocorreu na zona adjacente ao prédio do serviço de metrologia, localizado no complexo industrial da usina de Bushehr.

"De escala regional"

O chefe da Rosatom já havia alertado que, se um incidente ocorrer, "será, no mínimo, de escala regional e afetará um grande número de países do Oriente Médio", afirmando que "nenhuma das partes em conflito escapará da exposição à radiação se ocorrer um acidente grave".

A usina de Bushehr é a primeira usina nuclear do Irã e de todo o Oriente Médio. Sua construção começou em 1975 e foi retomada em 1995, após um longo período de inatividade, com a participação da Rosatom.

Em setembro de 2011, a primeira unidade de energia foi conectada à rede elétrica e iniciou sua operação comercial em junho de 2013.

A construção da segunda unidade já foi iniciada, embora as obras tenham sido suspensas devido ao atual conflito. Um contrato para a construção de uma terceira unidade já foi assinado.