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Netanyahu teme que Trump faça acordo com Irã que fique 'muito aquém' dos objetivos

Fontes israelenses afirmaram ao portal Axios que Netanyahu está "preocupado" com que um possível acordo limite as capacidades de Israel de lançar ataques contra o Irã.
Netanyahu teme que Trump faça acordo com Irã que fique 'muito aquém' dos objetivosRonen Zvulun / AP

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está "preocupado" com as condições que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderá aceitar em um acordo com o Irã, relatou o Axios na terça-feira (24), citando duas fontes israelenses.

Netanyahu teme que "Trump faça um acordo que fique muito aquém dos objetivos de Israel", ou seja, um acordo que inclua concessões significativas e limite a capacidade de Israel de atacar o Irã.

Antes, o The Times of Israel já havia noticiado que o governo israelense estava preocupado com a possibilidade de um "mau acordo" entre os EUA e o Irã que não incluísse a remoção do urânio enriquecido iraniano.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
  • Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
  • Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
  • Até o momento,  o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.
  • Em retaliação, o Irã obstruiu o Estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do petróleo vendido no mundo, proibindo a passagem de navios inimigos, o que fez disparar os preços.