O Peru almeja tirar o Chile do pedestal dos principais produtores globais de cobre e se tornar o país número um na extração do minério no mundo. O ministro peruano de Energia e Minas, Rômulo Mucho, declarou na quarta-feira que o país tem a capacidade de alcançar esse objetivo.
"Precisamos de 40.000 milhões de dólares para investir e, com isso, estaríamos nos calcanhares do Chile, podemos até ultrapassá-lo porque nossos projetos são 'green field'", um termo aplicado quando um o projeto não possui restrições ou condições prévias para execução, como bases ou instalações pré-existentes. "No Chile, falamos mais sobre expansões de capacidade", disse Mucho em uma entrevista à Red de Comunicación Regional.
As receitas que seriam geradas pelas exportações de cobre beneficiariam a economia nacional e impulsionariam seu desenvolvimento, argumentou ele. "As receitas do cobre financiariam o desenvolvimento do Peru, porque 72% de todo o portfólio de projetos de mineração é de cobre", acrescentou.
"O cobre hoje é o guia das receitas fiscais do Peru, o guia das exportações que, no momento, representa mais de 35% de todas as exportações, é o primeiro produto de exportação. É o que confronta o dólar, o cobre sobe, o dólar desce", explicou Mucho sobre a importância do mineral.
- No momento, o Chile lidera a produção mundial de cobre, com cinco milhões de toneladas métricas, de acordo com dados do Statista para 2023. O Peru está em segundo lugar, com um total de 2,6 milhões de toneladas, seguido pela República Democrática do Congo.