Após faturar US$ 5 milhões com sêmen bovino, Brasil abre novo mercado para o produto

Embarques de material genético bovino mais que dobraram nos últimos anos.

O Brasil concluiu, nesta terça-feira (24), as negociações para a venda de sêmen bovino a Ruanda, segundo nota do Ministério das Relações Exteriores. Em 2025, o país exportou cerca de US$ 5 milhões (R$ 26.15 milhões, na cotação atual) em material genético bovino, incluindo sêmen.

Além da abertura de mercado para o sêmen, Kigali também autorizou a entrada de gado vivo e de outras formas de material genético. Segundo o comunicado, estão incluídos "bovinos e búfalos vivos para reprodução; bovinos vivos para engorda e abate; embriões bovinos e bubalinos".

A medida amplia o comércio com o país africano e abre oportunidades para produtores brasileiros, destacou o Itamaraty.

Entenda:

Os embarques de material genético bovino, que impulsionam o mercado de inseminação artificial, vêm crescendo nos últimos anos. O valor exportado mais que dobrou, passando de cerca de US$ 2,5 milhões em 2020 para mais de US$ 5,07 milhões em 2025.

"É um resultado que confirma a maturidade do setor e a confiança do pecuarista na genética como ferramenta de rentabilidade", afirmou Adriano Teixeira, presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), à revista Forbes em 2025.

Com o acordo anunciado nesta terça, o agronegócio brasileiro soma 552 aberturas de mercado desde o janeiro de 2023, início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.