
Pentágono planeja enviar 3 mil soldados ao Oriente Médio, diz WSJ

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos planeja enviar ao Oriente Médio uma equipe de combate de brigada da 82ª Divisão Aerotransportada, uma unidade de elite do Exército, para apoiar operações contra o Irã, informou o The Wall Street Journal nesta terça-feira (24).
Segundo o jornal, é esperado que, nas próximas horas, seja emitida uma ordem formal para o envio da unidade, composta por cerca de 3 mil soldados.
Resolução "completa e total"
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã mantiveram, nos últimos dois dias, conversas "muito positivas e produtivas", voltadas para uma "resolução completa e total" das hostilidades no Oriente Médio, nas quais foram alcançados "pontos importantes de acordo".
"Eu diria que quase todos os pontos", acrescentou, destacando que os diálogos ocorreram "muito bem". "Se isso continuar, esse conflito vai terminar", afirmou.
Trump também declarou que os EUA estão em contato com o homem "mais respeitado" do Irã, que atua como "líder" do país, esclarecendo que não se trata do novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei. "Ninguém ouviu nada dele, (…) não sabemos se ainda está vivo", disse sobre o aiatolá.
No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a existência de qualquer diálogo em curso com Washington, afirmando que as declarações do presidente americano fazem parte de "tentativas de reduzir os preços da energia e ganhar tempo para implementar seus planos militares".
O porta-voz da pasta, Esmail Baghaei, rejeitou que tenham ocorrido negociações ou conversas com os Estados Unidos ao longo dos 24 dias de conflito, e reiterou que a posição de Teerã sobre o Estreito de Hormuz e as condições para o fim da guerra "não mudou em absoluto".

Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
- Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
- Até o momento, o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.
