O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman al Saud, estaria pressionando o presidente dos EUA, Donald Trump, para que ele continue a guerra contra o Irã, relatou o jornal The New York Times nesta terça-feira (24).
Segundo informações de autoridades americanas, o príncipe enxergaria a campanha militar conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã como uma "oportunidade histórica" para forçar uma mudança de governo no país e reconfigurar o Oriente Médio.
O esfriamento da guerra seria um erro, de acordo com bin Salman, que defendeu o lançamento de ataques contra a infraestrutura energética iraniana e o envio de tropas.
Autoridades sauditas rejeitam a ideia de que o príncipe esteja defendendo o prolongamento do conflito, em um comunicado citado pela reportagem, onde afirmam que o país apoia uma resolução pacífica desde antes do início das hostilidades.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
- Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestresno país.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
- Até o momento, o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.