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Ativista brasileiro integra flotilha que chegou a Cuba com ajuda humanitária

Nas redes sociais, Thiago Ávila detalhou informações sobre a carga levada ao país caribenho. Flotilha "Nuestra América" partiu do México, com o objetivo de levar alimentos, medicamentos e equipamentos para Havana.
Ativista brasileiro integra flotilha que chegou a Cuba com ajuda humanitáriaReprodução/X/@thiagoavilabr

O ativista brasileiro Thiago Ávila está entre os integrantes da flotilha internacional "Nuestra América", que chegou a Havana, em Cuba, nesta terça-feira (24), após dias de navegação levando ajuda humanitária.

Em publicações na rede social X, Ávila relatou detalhes sobre a embarcação e a carga transportada.

Segundo ele, a embarcação levou cerca de "14 toneladas de alimentos e ajuda médica", além de "73 painéis solares de alta capacidade", "10 bicicletas" e um grupo de "32 pessoas a bordo entre tripulação, jornalistas e organizadores".

Missão internacional

A flotilha "Nuestra América" partiu do México com o objetivo de levar alimentos, medicamentos e equipamentos para Cuba. A principal embarcação, chamada Granma 2.0, saiu de Puerto Progreso, no estado de Yucatán, na sexta-feira (20), transportando a maior parte da carga.

A chegada a Havana ocorreu após cinco dias de viagem. Durante o percurso, além do atraso na partida, foram registrados problemas técnicos já solucionados. Outras embarcações menores também participaram da iniciativa, saindo de Isla Mujeres, no estado de Quintana Roo.

Na segunda-feira (23), a presidente do México, Claudia Sheinbaum, cujo governo enviou ajuda humanitária a Cuba, informou que foi dado apoio às brigadas internacionais que se deslocaram para prestar assistência a Cuba. 

Primeiro avanço

O primeiro grupo da iniciativa internacional chegou a Cuba na quinta-feira (19). Os ativistas que transportaram a ajuda humanitária se reuniram na sexta-feira (20) com a população local em Havana.

Um dia depois, mais de 600 participantes da flotilha se reuniram com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, no Palácio de Convenções da capital cubana, onde o presidente expressou gratidão pelo apoio.

Ameaças de Trump a Cuba

  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que seu governo mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.