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País árabe pode estar perto de entrar na guerra contra o Irã

A entrada na guerra é apenas uma "questão de tempo", afirmou uma fonte ao jornal norte-americano The Wall Street Journal.
País árabe pode estar perto de entrar na guerra contra o Irãsubinpumsom / Gettyimages.ru

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, pode estar perto de se juntar aos ataques dos EUA e Israel contra o Irã, de acordo com relato do The Wall Street Journal nesta terça-feira (24).

A entrada do reino na guerra é apenas uma "questão de tempo", afirmou um dos interlocutores ouvidos pelo jornal. 

As fontes também afirmaram que a Arábia Saudita permitiu que tropas americanas utilizassem a base aérea Rei Fahd, na Península Arábica ocidental.

Paciência ''limitada''

No dia 19 de março, o Ministro das Relações Exteriores, Príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, alertou que a paciência do reino era "limitada". "Qualquer crença de que os estados do Golfo sejam incapazes de responder ao Irã é equivocada", acrescentou.

Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos estão aumentando a pressão sobre o Irã com medidas econômicas, apurou o jornal.

Instituições ligadas ao Irã em Dubai foram fechadas e as autoridades estão considerando congelar bilhões de dólares em ativos iranianos, o que poderia limitar o acesso do país persa a moedas estrangeiras e ao comércio internacional.

Por outro lado, os países do Golfo temem que o envio de tropas os transforme em oponentes declarados do Irã e que, após o fim da guerra e a saída dos EUA da região, fiquem "sozinhos e com uma relação mais complexa com Teerã".

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
  • Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
  • Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
  • Até o momento,  o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.
  • Em retaliação, o Irã obstruiu o Estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do petróleo vendido no mundo, proibindo a passagem de navios inimigos, o que fez disparar os preços.