
China não quer ser apenas a 'fábrica do mundo', mas também o 'mercado mundial'

A União Europeia deve avaliar objetivamente o desenvolvimento econômico da China, afirmou nesta terça-feira (24) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian.

"Esperamos que a União Europeia abandone sua mentalidade de soma zero, se abstenha de medidas protecionistas, avalie o desenvolvimento da China de forma racional e objetiva e, juntamente com a China, aproveite as novas oportunidades apresentadas pelo novo plano quinquenal, promova um desenvolvimento comercial otimizado e equilibrado e trabalhe com a China para salvaguardar um ambiente econômico e comercial internacional aberto e inclusivo", disse.
O porta-voz argumentou que a finalidade de Pequim não é o superávit comercial: "Na verdade, cerca de 40% das exportações de empresas europeias na China são reexportadas para a Europa — o superávit aparece do lado chinês e os lucros ficam com os investidores", detalhou ele.
Lin Jian declarou ainda que a China se esforça para ser não apenas a "fábrica do mundo", mas também o "mercado mundial".
