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Flotilha 'Nuestra América' chega a Cuba com ajuda humanitária do México

A missão, entre outros suprimentos, leva alimentos, medicamentos e painéis solares, a título de ajuda humanitária à ilha.
Flotilha 'Nuestra América' chega a Cuba com ajuda humanitária do MéxicoRedes sociais / Aissa García García

Após cinco dias de navegação, a flotilha 'Nuestra América' chegou à Cuba nesta terça-feira (24), carregada com suprimentos a título de ajuda humintária à ilha, que enfrenta o bloqueio energético dos Estados Unidos desde o fim de janeiro.

A embarcação, batizada pelos voluntários de "Granma 2.0", partiu na última sexta-feira (20) de Puerto Progreso, no estado mexicano de Yucatán, com pelo menos 30 toneladas de produtos essenciais, incluindo painéis solares, medicamentos e alimentos, segundo informações do jornal La Jornada. Além da embarcação, outros barcos menores partiram no sábado (21) de Isla Mujeres, no estado mexicano de Quintana Roo.

Dentre os participantes da flotilha, está o ativista brasileiro Thiago Ávila, notório por sua presença nas flotilhas internacionais lançadas em 2025 em missão humanitária contra o bloqueio israelense da Faixa de Gaza, como a Global Sumud. 

« EXCLUSIVO: THIAGO ÁVILA RELATA VIOLÊNCIAS DURANTE DETENÇÃO EM ISRAEL »

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, cujo governo enviou ajuda humanitária a Cuba em fevereiro, informou na segunda-feira (23) que foi dado apoio às brigadas internacionais que se deslocaram para prestar assistência à ilha. 

Primeiro avanço

O primeiro grupo da iniciativa internacional chegou a Cuba na quinta-feira passada (19). Os ativistas que transportaram a ajuda humanitária se reuniram na sexta-feira (20) com a população local em Havana.

Um dia depois, mais de 600 participantes da flotilha se reuniram com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, no Palácio de Convenções da capital cubana, onde o presidente expressou gratidão pelo apoio.

Ameaças de Trump a Cuba

  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que seu governo mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.