Primeiro país declara emergência nacional energética diante da guerra no Oriente Médio

Existe "uma possibilidade real" de que os aviões possam ser impedidos de voar, confirmou o presidente.

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., declarou nesta terça-feira (24) estado de emergência energética nacional diante das consequências do conflito no Oriente Médio, classificando-o como um "perigo iminente" para o abastecimento de energia do país.

O governo ativou o Pacote Unificado para Meios de Subsistência, Indústria, Alimentação e Transporte (UPLIFT), uma resposta abrangente e coordenada de todo o governo, liderada pelo presidente e pelos principais membros do gabinete.

As autoridades apontam o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz como ameaças ao abastecimento de combustível das Filipinas e à estabilidade de seu sistema energético.

"Vários países já informaram às nossas companhias aéreas que elas não podem abastecer suas aeronaves, então elas precisam levar combustível na ida e na volta", declarou Marcos em uma entrevista à Bloomberg, acrescentando que "os voos de longa distância vão representar um problema muito mais grave".

Questionado se, inevitavelmente, os aviões poderiam ter que se manter em terra, o presidente respondeu: "Esperamos que não, mas é uma possibilidade real".

Um dos principais fornecedores de petróleo às Filipinas é a Malásia, enquanto o Japão e a Coreia do Sul suprem o país com combustíveis refinados. Diante das atuais cirunstâncias, contudo, o presidente Marcos afirmou que seu país está interessado no fornecimento de recursos energéticos provenientes de diferentes fornecedores, incluindo a Rússia.

"A Rússia não é um fornecedor tradicional de petróleo bruto para as Filipinas nem de qualquer outro tipo de energia, mas também estamos avaliando essa possibilidade", revelou.

Guerra no Oriente Médio