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EUA buscam maneiras de sair da guerra que eles mesmos começaram, diz chefe militar iraniano

Os Estados Unidos e as "potências fantoches" foram derrotados pelas forças de Teerã, afirmou o chefe do mais alto órgão de controle operacional das Forças Armadas da República Islâmica.
EUA buscam maneiras de sair da guerra que eles mesmos começaram, diz chefe militar iranianoGettyimages.ru / Majid Saeedi

Após se desesperar por não alcançar seus objetivos, o presidente dos EUA, Donald Trump, tentou buscar socorro entre os líderes de alguns países para sair do conflito no Irã, mas fracassou, afirmou Ali Abdollahi o comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, o órgão máximo de controle operacional das Forças Armadas da República Islâmica, informou a agência de notícias Tasnim nesta terça-feira (24).

"Após esse vergonhoso fracasso na formação de uma coalizão contra a República Islâmica, eles estão buscando uma maneira de escapar e sair da guerra que eles mesmos começaram", disse.

Abdollahi observou ainda que "as potências fantoches, e em particular os EUA, que durante décadas exploraram os povos oprimidos do mundo, especialmente os países islâmicos, através de ameaças e intimidação, foram derrotadas diante dos olhos do mundo inteiro".

O comandante lembrou que os EUA e Israel lançaram "uma guerra de alta intensidade com o objetivo de desmembrar e devorar" a República Islâmica, assassinando o líder supremo Ali Khamenei no primeiro dia, juntamente com vários comandantes militares iranianos, "na esperança de que o país, sem líder, e as Forças Armadas, sem comandantes, entrasse em colapso em 48 horas".

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Para Abdollahi, o povo iraniano e suas Forças Armadas forçaram os inimigos "a aceitar a derrota" e o país continuará rumo à "vitória final".

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
  • Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
  • Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
  • Até o momento, o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.
  • Em retaliação, o Irã obstruiu o estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do petróleo vendido no mundo, proibindo a passagem de navios inimigos, o que fez disparar os preços.