
Executiva do Google explica o que EUA precisam fazer para sustentar avanço da IA

Os Estados Unidos podem não estar ampliando a oferta de energia no ritmo necessário para atender à expansão da inteligência artificial (IA), afirmou Ruth Porat, presidente e diretora de investimentos da Alphabet, dona do Google, segundo publicação da Reuters na segunda-feira (23).

Durante a CERAWeek, em Houston, a executiva destacou a demanda crescente por eletricidade para data centers. "Estamos preocupados por não estarmos operando em plena capacidade na área de energia", disse. Ela afirmou que o país precisará recorrer a todas as fontes possíveis.
Empresas de tecnologia têm direcionado centenas de bilhões de dólares para ampliar a estruturas de servidores, utilizadas no treinamento e operação de sistemas de inteligência artificial. A maior parte desses investimentos ocorre nos Estados Unidos.
O avanço enfrenta entraves como atrasos na conexão à rede elétrica e limitações no fornecimento de equipamentos, incluindo turbinas a gás, pressionando prazos e custos.
A Alphabet adotou medidas para garantir fornecimento energético, incluindo a compra de uma empresa do setor. O grupo também investe em reatores nucleares avançados e firma contratos com concessionárias para reduzir o consumo em horários de pico.
Em um dos projetos, a companhia fechou acordo com a NextEra Energy para reativar uma usina nuclear em Iowa, com foco no abastecimento de seus data centers.
