
Israel não está participando das supostas negociações entre EUA e Irã — imprensa

Israel não está fazendo parte das supostas negociações entre Estados Unidos e Irã anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, embora receba informações atualizadas sobre seu desenvolvimento, informou nesta terça-feira (24) o portal americano Semafor, citando fontes próximas ao processo.

Na segunda-feira (23), Trump ordenou o adiamento de todos os ataques contra a infraestrutura energética e as usinas de energia iranianas por cinco dias, afirmando que conversas "muito positivas e produtivas" haviam ocorrido nos últimos dias.
Um oficial norte-americano também explicou ao veículo que a pausa "não afeta instalações militares, a Marinha, mísseis balísticos ou a base industrial de defesa", pelo que as fases iniciais da operação prosseguirão.
As autoridades iranianas negaram a existência de qualquer diálogo com os EUA.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
- Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestresno país.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
- Até o momento, o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.

