O governo do Brasil manifestou "seu profundo pesar" pelo acidente envolvendo um avião da Força Aérea da Colômbia nesta segunda-feira (23), que deixou, até o momento, 66 mortos.
"O Governo brasileiro expressa solidariedade ao governo e ao povo da Colômbia e transmite suas condolências às famílias das vítimas, bem como deseja pronta recuperação aos feridos", escreveu em nota o Ministério das Relações Exteriores.
A aeronave Hércules C-130, de fabricação, norte-americana, caiu na localidade de Puerto Leguízamo, no departamento de Putumayo, na fronteira da Colômbia com o Peru, próxima ao Equador. O avião carregava 128 soldados e membros da tripulação.
Dentre eles, morreram seis integrantes da Força Espacial Colombiana, 58 do Exército nacional e 2 da Polícia Nacional, segundo pronunciamento do Ministério de Defesa da Colômbia. Quanto aos demais, 19 sobreviventes foram encaminhados ao Hospital Militar Central, em Bogotá, e 30, com quadros de saúde de menor gravidade, ao Batalhão de Sanidade Militar, também na capital.
Declarações oficiais
O ministro da Defesa colombiano, Pedro Arnulfo Sánchez, detalhou que "a aeronave se acidentou pouco depois da decolagem, caindo ao solo a aproximadamente um quilômetro e meio do aeródromo".
Como consequência do incêndio do próprio avião, "parte da munição transportada pela tropa detonou", o que corresponde "ao que se ouve em alguns vídeos que circulam nas redes sociais", afirmou Arnulfo.
O presidente Gustavo Petro publicou uma declaração nas redes sociais prontamente após o relato do acidente, indicando que toma a compra de armamentos e a modernização das forças armadas como prioridade de seu governo e levará a cabo medidas urgentes.
"Não darei mais tempo, é a vida dos jovens que está em jogo. Por isso, contra vento e maré, modernizei a frota estratégica aérea e solicitei a compra imediata de helicópteros e aviões de carga e transporte de tropas para ampliar a capacidade de transporte e mobilidade" nas regiões, afirmou.