
Se Trump atacar, será 'olho por olho com cabeça, mão e pé', diz general iraniano

O general do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI), Mohsen Rezaei, advertiu, nesta segunda-feira (23), sobre consequências de um eventual ataque dos Estados Unidos à infraestrutura iraniana, em meio ao conflito no Oriente Médio.
"Se Trump atacar a infraestrutura do Irã, já não será olho por olho, mas olho por olho com cabeça, mão e pé. Os Estados Unidos ficarão gravemente enfraquecidos", declarou.
Rezaei afirmou ainda que a guerra continuará até que o Irã seja indenizado pelos danos sofridos, as sanções sejam levantadas e haja garantias internacionais contra futuras ações dos EUA.
A declaração ocorre em meio à rejeição iraniana às afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre supostas negociações "produtivas". O governo iraniano nega qualquer diálogo em andamento.

Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
- Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
- Até o momento, o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.
