O CEO da Meta*, Mark Zuckerberg, estaria criando um agente de inteligência artificial (IA) para ajudá-lo em suas funções dentro da empresa, informou o Wall Street Journal com exclusividade no domingo (22), citando uma fonte familiarizada com o assunto.
A ferramenta de IA, ainda em fase de desenvolvimento, permitiria Zuckeberg obter informações de forma acelerada, dispensando a necessidade de consultar múltiplas camadas hierárquicas dentro da organização. A iniciativa reflete um movimento amplo na companhia para acelerar processos e reduzir estruturas de organização, visando competir com startups nativas em IA que operam com equipes menores.
Os funcionários da companhia começaram a usar ferramentas de agentes pessoais como o My Claw, que teriam acesso aos seus registros de chat e arquivos de trabalho, podendo inclusive interagir com colegas ou com seus respectivos agentes pessoais.
Outra ferramenta chamada Second Brain, contruída sobre a plataforma Claude, é descrita por seu criador como "um chefe de gabinete de IA". Agentes pessoais de IA dos funcionários ainda se comunicariam entre si em chats internos da empresa.
O uso de ferramentas de IA teria se espalhado rapidamente na Meta*, parcialmente diante de avaliações de desempenho dos funcionários, promovendo relatos de que as transformações aceleradas e o foco intenso em IA alimentam ansiedade sobre possíveis demissões. Embora a Meta* tenha aumentado seu quadro de funcionários recentemente, precedentes anteriores de 2022 e 2023 somaram mais de 20 mil dispensas sob pretexto de eficiência.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.