Petro se pronuncia sobre acidente de avião da Força Aérea na Colômbia

O presidente afirmou que a queda da aeronave "não deveria ter acontecido".

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se pronunciou, nesta segunda-feira (23), após um acidente envolvendo uma aeronave do tipo Hércules, das Forças Armadas, na localidade de Puerto Leguízamo, no departamento de Putumayo.

"Espero que não tenhamos mortos neste acidente horrível que não deveria ter acontecido", escreveu em sua conta na rede social X.

Em balanço recente, o comandante da Força Aeroespacial da Colômbia, Carlos Fernando Silva Rueda, informou que as autoridades investigam as causas do acidente aéreo que aconteceu nesta segunda-feira (23), às 9h50, durante procedimento de decolagem.

A bordo da aeronave havia um total de 114 passageiros e 11 tripulantes. Desse total, segundo ele, há 48 feridos, que foram resgatados e encaminhados a unidades de saúde. O comandante não informou o número de mortos.

Embora não haja um relatório oficial de vítimas, alguns meios locais de comunicação informam que pelo menos 90 militares teriam morrido após a queda. Nas redes sociais, circulam vídeos que mostram uma densa coluna de fumaça no local onde o avião militar caiu.

Mais cedo, o ministro da Defesa do país sul-americano, Pedro Arnulfo Sánchez, informou que o avião sofreu o acidente enquanto transportava tropas da Força Pública. No momento, disse, unidades militares estavam no local do acidente para atender a situação.

Uma reunião urgente

No contexto da renovação de equipamentos das Forças Armadas, Petro solicitou uma reunião urgente para preparar a compra de armamentos, "começando pelos antidrones". Ele detalhou que o plano "será financiado com vigências futuras, como projeto estratégico".

"As dificuldades burocráticas na administração militar não permitiram realizar o Conpes [Conselho Nacional de Política Econômica e Social]/Confis [Conselho Superior de Política Fiscal] há um ano, desde que o solicitei. Se os funcionários administrativos civis ou militares não estiverem à altura deste desafio, devem ser afastados", insistiu.

"Não darei mais tempo, é a vida dos jovens que está em jogo. Por isso, contra vento e maré, modernizei a frota estratégica aérea e solicitei a compra imediata de helicópteros e aviões de carga e transporte de tropas para ampliar a capacidade de transporte e mobilidade" nas regiões, acrescentou.

Em sua declaração nas redes sociais, o presidente ainda defendeu sua gestão diante das críticas da imprensa, que o acusa de não investir o suficiente em Defesa. "A força militar vem perdendo capacidade há quinze anos, e minha decisão foi modernizar completamente seu armamento", afirmou.

Nesse sentido, destacou alguns esforços de sua administração. "Fuzis feitos na Colômbia, veículos com blindagem nacional, frota estratégica Gripen, helicópteros para intensificar ataques, helicópteros e aviões de carga e transporte de tropas de grande porte".