Julgamento do caso Henry Borel é adiado após defesa de Jairinho deixar plenário; Monique é solta

Sessão foi interrompida no primeiro dia após advogados alegarem falhas no acesso às provas.

O julgamento do caso Henry Borel foi adiado para uma data ainda a ser definida após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior abandonar o plenário na manhã desta segunda-feira (23), durante o primeiro dia de sessão, informou o portal g1.

Logo após a abertura dos trabalhos, os advogados do réu pediram o adiamento do julgamento, alegando dificuldades no acesso às provas do processo. O pedido foi negado pela juíza Elizabeth Machado Louro.

A prisão de Monique Medeiros foi relaxada pela Justiça por excesso de prazo e um alvará de soltura foi expedido.

Após a negativa, os cinco advogados presentes manifestaram a decisão de deixar o plenário. A saída inviabilizou a continuidade do julgamento, já que a legislação impede que um réu seja julgado sem defesa no Tribunal do Júri.

Ao justificar a interrupção, a magistrada classificou a atitude como "uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF". Segundo ela, a conduta "fere um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família das vítimas".

A juíza afirmou ainda que a ação dos advogados "molda-se muito mais ao que é um abandono processual", apesar de ter sido motivada por inconformismo com a decisão.

A magistrada condenou a banca de Jairinho a ressarcir os custos da sessão do julgamento desta segunda-feira.

Na decisão, Elizabeth também determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) considere "sanções ético-disciplinares" contra os defensores de Jairinho.