
Bombardeios contra Irã continuarão se não houver acordo, declara Trump

O presidente americano, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (23) que, se as negociações entre os EUA e o Irã não forem bem-sucedidas, os bombardeios contra o país continuarão.
Trump declarou à imprensa americana que negociações ocorrem entre os dois países com o objetivo de uma "resolução completa e total" das hostilidades no Oriente Médio.

Adicionalmente, o presidente informou que enviou ordens ao Departamento de Guerra dos EUA para suspender temporariamente ataques programados contra instalações energéticas do Irã. "Vamos fazer um período de cinco dias, veremos como corre. E se tudo correr bem, acabaremos resolvendo isso. Caso contrário, continuaremos", afirmou Trump.
Contradizendo suas declarações, contudo, um alto funcionário iraniano afirmou à imprensa que não há negociações em curso entre os dois países. Segundo a fonte, Trump recuou e abandonou os planos de atacar infraestruturas críticas quando os alertas de retaliações militares iranianas se tornaram "críveis".
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
- Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
- Até o momento, o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.

