
'Será impossível sair': China lança forte alerta sobre guerra contra Irã

O porta-voz da chancelaria chinesa, Lin Jian, alertou nesta segunda-feira (23) para o risco de uma escalada incontrolável no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dar ao Irã um prazo de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataque contra usinas de energia do país persa.

"Se os combates continuarem se intensificando e a situação se deteriorar ainda mais, toda a região cairá em uma situação da qual será impossível sair", advertiu o porta-voz, destacando que "a força só levará a um círculo vicioso".
Lin afirmou que a China faz "um apelo veemente" às partes envolvidas para que "cessem imediatamente as ações militares, retomem o diálogo e as negociações e não permitam que esta guerra, que nunca deveria ter começado, continue".
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista à Al Jazeera, em 18 de março, que a China poderia ajudar a pôr fim ao conflito entre seu país e os EUA e Israel.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
- Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
- Até o momento, o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.
