Ganhando tempo: chancelaria do Irã explica objetivos de Trump ao adiar seu ultimato

As declarações do presidente dos EUA fazem parte de "tentativas de reduzir os preços da energia", afirmam autoridades do Irã.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou, em um comunicado divulgado pela mídia iraniana nesta segunda-feira (23), que não há nenhum diálogo em andamento entre Teerã e Washington.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia ordenado o adiamento de todos os ataques contra a infraestrutura energética e as usinas de energia iranianas, afirmando que conversas "muito positivas e produtivas" haviam ocorrido nos últimos dias.

Na mensagem, a chancelaria afirmou que as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fazem parte de "tentativas de reduzir os preços da energia e ganhar tempo para implementar seus planos militares".

O ministério indicou que existem iniciativas promovidas por países da região para reduzir as tensões, mas ressaltou que o Irã não se considera responsável pelo início do conflito. "Não fomos nós que iniciamos esta guerra e todos esses pedidos devem ser dirigidos a Washington", afirmaram as autoridades no comunicado.

As declarações da chancelaria do Irã foram feitas depois que um funcionário iraniano afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de atacar infraestruturas críticas iranianas quando ameaças militares de Teerã se tornaram "críveis".

A fonte destacou que "não houve negociações nem há", e alertou que, com o ultimato anunciado por Trump, o Estreito de Ormuz não voltará à situação anterior ao conflito e não haverá calma nos mercados de energia.

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