AIE faz alerta sobre número de instalações energéticas danificadas pela guerra contra Irã

A interrupção no fornecimento de petróleo, gás e produtos estratégicos, como fertilizantes e petroquímicos, poderia ter graves consequências nos mercados globais, destacou o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE).

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que mais de 40 instalações energéticas em nove países do Oriente Médio foram "gravemente ou muito gravemente" danificadas pela guerra contra o Irã, informou a Bloomberg nesta segunda-feira (23).

A reativação de campos petrolíferos, refinarias e oleodutos levará tempo, explicou Birol, acrescentando que o impacto é semelhante ao da soma das duas grandes crises do petróleo da década de 1970 e da crise do gás de 2022, quando a Europa começou a rejeitar dos suprimentos energéticos russos e a impor sanções contra o setor devido ao conflito na Ucrânia.

Cadeia de abastecimento

Segundo o chefe da agência, após mais de três semanas de conflito no Oriente Médio, toda a cadeia de abastecimento energético foi afetada: a situação no estratégico Estreito de Ormuz fez disparar os preços do petróleo, do gás natural e dos combustíveis em geral.

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"São afetados não apenas o petróleo e o gás, mas também setores-chave da economia mundial, como os petroquímicos, os fertilizantes, o enxofre e o hélio. O comércio desses produtos foi interrompido, o que terá graves consequências econômicas em nível mundial", alertou.

No início de março, a AIE anunciou a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, o maior volume até o momento, com o objetivo de amenizar os efeitos da crise no abastecimento e conter a alta dos preços causada pela guerra.

Guerra no Oriente Médio