Irã revela em que circunstâncias poderia minar o Golfo Pérsico

Junto com o Estreito de Ormuz, todo o Golfo Pérsico ficaria "virtualmente bloqueado", alertou o Conselho de Defesa do Irã.

O Conselho de Defesa do Irã advertiu nesta segunda-feira (23) que suas forças armadas instalariam minas navais no Golfo Pérsico em caso de ataque às suas costas ou ilhas.

"Qualquer tentativa do inimigo de atacar as costas ou ilhas iranianas levará [...] à minagem de todas as rotas de acesso e linhas de comunicação no Golfo Pérsico e ao longo da costa", declarou o comunicado.

Junto com o Estreito de Ormuz, todo o Golfo Pérsico ficará "virtualmente bloqueado", alertou a declaração. Enfatizando a credibilidade de eficácia da minagem, o comunicado remonta a "fracassos" históricos de desminagem, em uma possível alusão à Guerra dos Petroleiros, fase marítima do conflito Irã-Iraque (1980-1988).

Durante esse período, o Irã minou rotas do Golfo Pérsico para perturbar a economia iraquiana e seus aliados, levando a uma arriscada e prolongada campanha de desminagem. Essas operações danificaram navios-tanque e até a fragata americana USS Samuel B. Roberts em 1988, forçando operações internacionais complexas para limpar as águas.

Sob a advertência fundada em precedentes históricos, o Conselho concluiu afirmando que "a única maneira de países não beligerantes atravessarem o Estreito de Ormuz é por meio de coordenação com o Irã", ressaltando que as forças armadas iranianas "resistirão até a morte" para executar as ordens do Líder Supremo.

Guerra contra o Irã