Homem se declara culpado por fraude milionária com música gerada por IA e contas falsas

O acusado manipulou dados em milhares de contas falsas em plataformas como Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music; ele pode pegar até 5 anos de prisão.

Um homem do estado da Carolina do Norte, nos EUA, se declarou culpado por criar um sofisticado esquema de fraude musical que utilizou inteligência artificial (IA) e milhares de contas bot para gerar ilegalmente mais de US$ 8 milhões em royalties de plataformas de streaming, informou a procuradoria no dia 19 de março. 

Michael Smith, de 54 anos, admitiu perante um tribunal federal ter manipulado as contagens de reproduções no Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music entre 2017 e 2024.

De acordo com os autos do processo, Smith operou em conluio com um cúmplice e o diretor de uma empresa de música baseada em IA para obter um extenso catálogo de faixas geradas artificialmente.

Essas músicas foram então carregadas nos serviços de streaming. Para simular popularidade, Smith empregou software automatizado para controlar uma rede de até 10 mil contas robô (bots) ativas simultaneamente, que reproduziam continuamente as faixas fraudulentas.

Para evitar a detecção, o homem utilizou redes privadas virtuais (VPNs) para encobrir a origem das reproduções.

O esquema gerou bilhões de escutas falsas, desviando milhões de dólares em pagamentos de royalties que, de outra forma, teriam sido destinados a artistas e compositores legítimos.

"Embora as músicas e os ouvintes fossem falsos, os milhões de dólares que Smith roubou eram reais", afirmou Jay Clayton, procurador do distrito sul de Nova York.

Smith pode pegar até cinco anos de prisão.