O ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi, declarou neste domingo (22) que o governo poderia considerar o envio das Forças de Autodefesa ao Estreito de Ormuz para participar de operações de remoção de minas, desde que haja um cessar-fogo no conflito entre os EUA, Israel e o Irã, e que as minas representem um obstáculo real, segundo informou a mídia japonesa.
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O chanceler afirmou que, durante a reunião na Casa Branca entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o presidente dos EUA, Donald Trump, na quinta-feira (19), foi comunicado à parte americana que existem condições constitucionais que devem ser cumpridas antes de autorizar qualquer envio de tropas.
Além disso, ele ressaltou que, embora o Japão disponha de técnicas avançadas de remoção de minas, não há compromissos concretos com Washington sobre essa operação.
Fechamento do Estreito de Ormuz
Após a agressão dos EUA e de Israel, o Irã bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, proibindo a passagem de todo tipo de embarcação e afirmando que "nem uma única gota de petróleo" sairá da região por mar, o que fez disparar os preços dos combustíveis.
Em meio ao aumento dos preços da energia, Trump tenta formar uma coalizão naval para escoltar navios pela rota, ligando para vários governos com pedidos de envio de navios de guerra como parte de uma missão conjunta. Sua proposta, contudo, não recebeu apoio da comunidade internacional.
A Guarda Revolucionária iraniana reiterou também que os navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar o estreito. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em 16 de março que o estreito de Ormuz continua aberto e está bloqueado apenas para os navios de países inimigos.