Irã responde com dureza a ultimato de Trump sobre estreito de Ormuz

"Está tudo pronto para uma grande jihad com o objetivo de destruir completamente todos os interesses econômicos dos EUA na região do Oriente Médio", afirmou Teerã.

A Guarda Revolucionária do Irã respondeu às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de "atacar e destruir" as usinas de energia do país persa caso o estreito de Ormuz não seja reaberto em dois dias, segundo reportou a mídia iraniana, no domingo (22).

"Está tudo pronto para uma grande jihad [guerra santa] com o objetivo de destruir completamente todos os interesses econômicos dos EUA na região do Oriente Médio", declarou um porta-voz da organização.

Foi alertado ainda que, caso as ameaças de Trump se concretizem, a Guarda Revolucionária tomará as seguintes medidas:

A ameaça de Trump

Mais cedo no dia de hoje, o presidente dos Estados Unidos exigiu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas.

"Se o Irã não abrir totalmente, sem ameaça, o estreito de Ormuz dentro de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas muitas usinas de energia, começando pela maior", declarou no Truth Social.

Fechamento do Estreito de Ormuz

Após a agressão dos EUA e de Israel, o Irã bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, proibindo a passagem de todo tipo de embarcação e afirmando que "nem uma única gota de petróleo" sairá da região por mar, o que fez disparar os preços dos combustíveis.

A Guarda Revolucionária Islâmica reiterou também que os navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar o estreito. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchiafirmou nesta segunda-feira (16) que o estreito de Ormuz continua aberto e está fechado apenas para os navios de países inimigos.