
Arábia Saudita expulsa cinco diplomatas do Irã e dá 24 horas para saída

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita anunciou, neste sábado (21), a expulsão de integrantes da missão diplomática iraniana, em meio a acusações de ataques contra o reino e aliados regionais.
Em comunicado, a pasta reiterou a condenação "às agressões iranianas contínuas contra o Reino da Arábia Saudita e contra Estados do Conselho de Cooperação do Golfo e vários países árabes e islâmicos".
Segundo o texto, a continuidade dessas ações, que teriam como alvo o território saudita, sua soberania, civis, interesses econômicos e representações diplomáticas, constitui "uma violação explícita de todas as normas e convenções internacionais relevantes".
O documento também menciona o desrespeito à Carta da ONU, a resoluções do Conselho de Segurança e a acordos internacionais.
A declaração acrescenta que tais ações "contradizem os princípios de boa vizinhança" e afirma que entram em conflito com valores do Islã. O ministério ainda aponta que há discrepância entre declarações e ações por parte do lado iraniano.

O governo saudita reforçou o conteúdo de um comunicado anterior, divulgado em 9 de março, ao afirmar que a continuidade dos ataques "significa mais escalada" e terá impacto nas relações "no presente e no futuro".
Como resposta, Riad informou a expulsão do representante militar da embaixada iraniana, de seu assistente e de três outros membros da missão. As autoridades sauditas os classificaram como "pessoas não desejadas" e determinaram que deixem o país no prazo de 24 horas.
O comunicado conclui que o reino "não hesitará em tomar as medidas necessárias para preservar sua segurança", acrescentando que as ações serão baseadas no direito internacional, incluindo o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que trata do direito à autodefesa.
