
Morre Robert Mueller, ex-diretor do FBI que supervisionou escândalo do Russiagate

O ex-diretor do FBI e consultor especial que supervisionou o escândalo do Russiagate, Robert Mueller, faleceu nesta sexta-feira (20) aos 81 anos, segundo afirmaram duas pessoas familiarizadas com o assunto ao MS Now.
A causa da morte não foi divulgada, embora fosse sabido que o ex-oficial sofria de doença de Parkinson.
Mueller serviu como diretor do FBI entre 2001 e 2013. Em 2019 a investigação chefiada por ele concluiu que a Rússia havia interferido nas eleições de 2016, quando Donald Trump foi eleito presidente pela primeira vez.

Em resposta, o presidente americano por inúmeras de vezes chamou a investigação de Mueller de "caça às bruxas", "farsa" e "montagem".
"Robert Mueller acabou de morrer. Bom, estou feliz que ele esteja morto. Ele não pode mais prejudicar pessoas inocentes! Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu o chefe da Casa Branca após tomar conhecimento da morte de Mueller.
- O escândalo sobre o suposto papel da Rússia nas eleições americanas de 2016, o chamado "Russiagate", voltou a chamar a atenção do público em meados de julho de 2025 quando a diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, divulgou documentos que revelam "provas contundentes" de como o ex-presidente Barack Obama e sua equipe de segurança nacional promoveram informações falsas para acusar a Rússia de interferência nas eleições.
- Segundo dados tornados públicos, Obama ordenou que não fossem revelados arquivos que provavam que Moscou não teve qualquer envolvimento com a campanha eleitoral de Trump em 2016. Pelo contrário, foram divulgadas pareceres falsos para promover a narrativa de interferência russa.
- Já naquela época, a Rússia classificou as acusações como infundadas; o presidente russo, Vladimir Putin, as chamou de "histeria".
