Netanyahu propõe Israel como rota de gás e petróleo quando o conflito com o Irã acabar

O primeiro-ministro de Israel propôs a construção de rotas alternativas para o transporte de petróleo através da Península Arábica com o objetivo de reduzir a dependência de rotas marítimas estratégicas como o Estreito de Ormuz e o Estreito de Bab el-Mandeb.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, propôs durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (20) que, depois que Israel e os EUA alcançarem seus "objetivos" no conflito com o Irã, sejam criadas "rotas alternativas" para garantir o abastecimento mundial de petróleo.

Netanyahu sugeriu que, em vez de depender de passagens marítimas estratégicas como o estreito de Ormuz (entre o Irã e Omã) e o de Bab el-Mandeb (entre Iêmen, Djibuti e Eritreia), poderiam ser construídos "oleodutos e gasodutos" que atravessem a Península Arábica em direção ao oeste conectando Israel e seus portos no Mar Mediterrâneo.

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Segundo o primeiro-ministro, essa infraestrutura permitiria eliminar de forma permanente os "gargalos" no fluxo energético global, ressaltando que sua proposta é "totalmente viável". "Portanto, vejo isso como uma mudança real que se seguirá a esta guerra", afirmou Netanyahu, que sustentou que esse conflito poderia terminar "muito mais rápido do que as pessoas imaginam".

Fechamento do Estreito de Ormuz

Após a agressão dos EUA e de Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, proibindo a passagem de todo tipo de embarcação e afirmando que "nem uma única gota de petróleo" sairá da região por mar, o que fez disparar os preços dos combustíveis.

A Guarda Revolucionária Islâmica reiterou também que os navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar o estreito. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou nesta segunda-feira (16) que o estreito de Ormuz continua aberto e está fechado apenas para os navios de países inimigos.