
Elon Musk é declarado culpado de ter difamado Twitter para manipular preço de compra da companhia

Um júri federal dos Estados Unidos concluiu que Elon Musk enganou os investidores da Twitter Inc. em 2022, ao fazer declarações que afetaram o valor da empresa durante sua campanha para adquirir a plataforma por US$ 44 bilhões, informou a Bloomberg neste sábado (21).
A decisão, proferida em um tribunal de São Francisco, determinou que, durante suas tentativas de desistir ou renegociar o acordo de aquisição do Twitter na época, Musk agiu de forma deliberada ao afirmar que a rede social, atualmente conhecida como X, tinha um grande número de contas falsas. Anteriormente, o júri havia rejeitado duas das quatro acusações de fraude que pesavam sobre o magnata; sua defesa anunciou que iria recorrer da decisão final.

O painel, composto por oito membros, avaliou o impacto das declarações de Musk sobre o preço das ações durante um período de aproximadamente cinco meses. O valor que ele deverá pagar a título de indenização ainda não foi definido e será determinado em uma fase posterior, embora possa chegar a centenas ou bilhões de dólares, dependendo das reivindicações dos acionistas.
"Não foram tuítes estúpidos"
Os investidores argumentaram que as publicações de Musk, incluindo uma mensagem em que ele indicava que a operação estava "temporariamente suspensa", faziam parte de uma estratégia deliberada para reduzir o preço das ações.
Após o veredicto, o advogado dos investidores, Mark Molumphy, disse que os tuítes de Musk "não foram erros inocentes, nem tuítes estúpidos em que ele não pensou bem. Foram ações intencionais, deliberadas e projetadas para fazer passar aos investidores que o Twitter estaria repleto de spam". Molumphy estimou que a indenização poderia chegar a US$ 2,6 bilhões.
