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Após tensão com Equador, Petro diz que bomba pode ter caído na Colômbia porque 'ricocheteou'

Presidente afirma que é possível que artefato tenha atingido o Equador antes de cruzar a fronteira, segundo investigação conjunta.
Após tensão com Equador, Petro diz que bomba pode ter caído na Colômbia porque 'ricocheteou'Gettyimages.ru / Long Visual Press

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, divulgou nesta sexta-feira (20) um comunicado do Ministério da Defesa que aponta que há uma "probabilidade muito alta" de que a bomba encontrada em território colombiano tenha atingido primeiro o Equador e, após "ricochetear", cruzado a fronteira.

A publicação foi feita nas redes sociais, após uma investigação conjunta entre especialistas dos dois países sobre a presença de uma munição não detonada, do tipo bomba de 250 kg, em solo colombiano.

"Após a visita conjunta da comissão técnica e de especialistas do Equador e da Colômbia ao local dos fatos, conclui-se que, embora não exista 100% de certeza, há uma probabilidade muito alta de que o artefato tenha impactado em território equatoriano e, após ricochetear, tenha caído em território colombiano, percorrendo aproximadamente 210 metros, sem gerar danos a pessoas ou bens", informa o comunicado.

O caso ocorre após um episódio que elevou a tensão entre Bogotá e Quito. Dias antes, Petro havia afirmado que um dos explosivos encontrados pertencia ao Exército equatoriano e mencionou a possibilidade de um protesto diplomático.

No novo posicionamento, o governo colombiano destaca que o trabalho conjunto evidenciou "maturidade, profissionalismo e respeito mútuo na busca da verdade do ocorrido".

O Equador, por sua vez, informou que a operação militar foi realizada dentro de seu território e teve como objetivo combater ameaças criminosas, sem intenção de afetar a Colômbia.

"O Equador informou que a operação foi realizada de maneira legítima em seu território, com o objetivo de afetar ameaças criminosas, sem qualquer intenção de provocar, afetar ou gerar desconfiança com a Colômbia", diz o texto.

Os dois países também concordaram em tratar o episódio como superado e evitar impactos nas relações bilaterais, especialmente na área de segurança.

Por fim, o comunicado propõe que eventuais esclarecimentos públicos sejam feitos por meio de canais diplomáticos e defende o fortalecimento da cooperação entre as forças militares nas regiões de fronteira.