Presidente de Cuba celebra chegada de comboio humanitário: 'nunca esqueceremos'

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, manifestou nesta sexta-feira (20) seu agradecimento pela ajuda humanitária do comboio "Nuestra América", em meio ao bloqueio dos Estados Unidos, agravado desde dezembro passado com restrições ao fornecimento de petróleo e combustíveis.
"Saudamos a chegada a Cuba de novos grupos solidários do comboio 'Nuestra América'. Comove o valor desses amigos de todas as idades, dispostos a compartilhar nosso destino em um momento difícil e desafiador para o país", escreveu o mandatário na rede social X.
Saludamos llegada a #Cuba de nuevos grupos solidarios del Convoy "Nuestra América".Conmueve el valor de estos amigos de todas las edades, dispuestos a correr nuestra misma suerte en un momento difícil y desafiante para el país. Admira también su generoso desprendimiento, al… pic.twitter.com/gFaOzBAVDD
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) March 20, 2026
"Também admiramos sua generosidade ao assumirem os custos de passagem e estadia, além dos valiosos donativos que trazem como bagagem. É uma bela lição de dignidade e humanismo que a heroica Cuba agradece e jamais esquecerá. Seja bem-vinda a ternura dos povos", acrescentou.
A primeira ''leva'' do comboio, iniciativa impulsionada por movimentos sociais, ativistas e militantes de diferentes partes do mundo, levou à ilha insumos médicos e outros suprimentos essenciais, com o objetivo de mitigar os efeitos do bloqueio.
Segundo informações divulgadas na página oficial do grupo, a maior parte da carga e dos participantes deve chegar ao país caribenho no sábado (21), quando será realizado um ato público de solidariedade ao povo cubano no emblemático Malecón de Havana.
Ameaças de Trump a Cuba
- No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
- Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
- Em seguida, Trump reconheceu que seu governo mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
- Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
- "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
- Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.
