EUA não têm destróieres suficientes para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, revela imprensa

Estrategistas militares ouvidos pelo Financial Times consideram que os riscos de enviar uma missão naval à região são altos demais.

A Marinha dos Estados Unidos pode não ter navios destróieres suficientes para realizar uma missão de escolta militar de navios pelo Estreito de Ormuz. A informação foi publicada pelo Financial Times nesta sexta-feira (20).

Segundo o jornal, a Marinha do país norte-americano dispõe de cerca de 74 destróieres. No entanto, atualmente apenas cerca de um terço está ativo no mundo, enquanto outro terço está se preparando para ser enviado durante os próximos seis meses, e o terço restante encontra-se em manutenção.

"Neste momento, não há muita margem para enviar muitos outros navios para cumprir essa missão", afirmou ao veículo um ex-funcionário da Defesa.

Além disso, a execução da escolta não garante que seja suficiente para reativar de forma significativa o trânsito de navios petroleiros e de gás natural liquefeito (GNL) através do estreito.

Os estrategistas militares americanos também consideram que os riscos de enviar uma missão de escolta à zona são altos demais. Na visão deles, os navios de guerra americanos, construídos com casco único, são particularmente vulneráveis a ataques com minas e lanchas rápidas que o Exército iraniano possui, junto com mísseis e pequenos foguetes.