
EUA não têm destróieres suficientes para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, revela imprensa

A Marinha dos Estados Unidos pode não ter navios destróieres suficientes para realizar uma missão de escolta militar de navios pelo Estreito de Ormuz. A informação foi publicada pelo Financial Times nesta sexta-feira (20).
Segundo o jornal, a Marinha do país norte-americano dispõe de cerca de 74 destróieres. No entanto, atualmente apenas cerca de um terço está ativo no mundo, enquanto outro terço está se preparando para ser enviado durante os próximos seis meses, e o terço restante encontra-se em manutenção.
"Neste momento, não há muita margem para enviar muitos outros navios para cumprir essa missão", afirmou ao veículo um ex-funcionário da Defesa.

Além disso, a execução da escolta não garante que seja suficiente para reativar de forma significativa o trânsito de navios petroleiros e de gás natural liquefeito (GNL) através do estreito.
Os estrategistas militares americanos também consideram que os riscos de enviar uma missão de escolta à zona são altos demais. Na visão deles, os navios de guerra americanos, construídos com casco único, são particularmente vulneráveis a ataques com minas e lanchas rápidas que o Exército iraniano possui, junto com mísseis e pequenos foguetes.
- Inicialmente, o presidente Donald Trump prometeu, sem fornecer prazos ou maiores detalhes, que a Marinha de seu país escoltaria navios através do Estreito de Ormuz. Dias depois, no entanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a medida só seria tomada "se necessário, no momento apropriado".
- Com a declaração, Leavitt contradisse o próprio secretário de Energia do governo Donald Trump, Chris Wright, que anteriormente publicou — e depois apagou — uma postagem na rede social X afirmando que um petroleiro havia sido escoltado com sucesso pela rota.
- Autoridades do Irã reagiram com ironia à situação. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu que um petroleiro só poderia escoltar o estreito com escolta norte-americana ''no PlayStation'', mas não no mundo real.
- Já nesta sexta-feira (20), o presidente Donald Trump afirmou que os EUA "não precisam" do Estreito de Ormuz e que outros países mais afetados é que deveriam "se envolver mais" no assunto.
