Portugal, através de seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, recusou o pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para que Lisboa ajudasse a reabrir o Estreito de Ormuz, segundo informou o portal SIC Notícias nesta sexta-feira (20).
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Rangel afirmou que não pretende "adiantar este cenário", ao mesmo tempo em que garantiu que o Executivo acompanha os desdobramentos "em todos os planos" e em diálogo com "todos os atores", incluindo parceiros europeus.
Segundo o ministro, há articulação com países como França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Espanha para acompanhar a evolução da situação. Ainda assim, reforçou que qualquer decisão depende de maior clareza sobre o contexto.
"Não se pode nem incluir nem excluir sem saber do que estamos falando. Em um cenário de guerra, não vamos intervir. Isso é certo e essa é a garantia importante para os portugueses", declarou.
Ao tratar da posição de Portugal em relação ao conflito no Oriente Médio, Rangel disse que ela é "claríssima", destacando que o país "não acompanhou nem subscreveu" ações no cenário atual.
"Portugal cumpre seus acordos e já apresentou as explicações sobre isso, ou seja, o que estamos dizendo é que não se trata de lado certo ou errado, mas de cumprir aquilo que nos cabe", afirmou.
O ministro acrescentou que o país mantém suas responsabilidades internacionais e reiterou que essa atuação tem sido mantida de forma contínua.