Durante visita à Refinaria Gabriel Passos, nesta sexta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que "a gente precisa parar de acreditar em mentiras", ao citar a guerra do Iraque e acusações contra o ex-presidente Getúlio Vargas.
O presidente criticou narrativas históricas e afirmou que a sociedade precisa questionar versões que, segundo ele, foram usadas para justificar decisões políticas e conflitos internacionais.
Ao abordar questões sobre o cenário internacional, o presidente ainda levantou preocupações com possíveis impactos de conflitos no Oriente Médio sobre o mercado de energia.
Ele questionou os efeitos de uma eventual escalada envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz. "E se essa guerra durar 30 dias? e se durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo?"
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Lula acrescentou que uma ampliação do conflito poderia agravar a crise global. "E se os EUA decidirem estourar o estreito de Ormuz? a crise vai ser pior".
Papel da Petrobras
Nesse contexto, o presidente defendeu que a Petrobras desenvolva mecanismos de proteção, como estoques reguladores, para reduzir a vulnerabilidade a choques externos. "A Petrobras vai fazer o investimento que for necessario, (...) se for preciso fazer refinarias novas, (...) mas a gente vai precisar trabalhar em um plano de produção de estoque."
Ele também criticou o impacto das crises internacionais sobre países em desenvolvimento. "Qual é a razão pela qual um trabalhador mineiro tem que pagar o preço do óleo por conta dessas maldita guerra?", questionou.
Então, Lula destacou o desempenho recente da estatal, afirmando que, no ano passado, a Petrobras voltou a ser "a empresa mais rentável desse país". Segundo ele, o resultado reflete uma estratégia voltada para atender às necessidades internas: "nós fazemos as coisas que precisam fazer", concluiu.