Moscou exige mais pressão sobre Kiev para que cessem os ataques a instalações de energia

"Uma consequência direta dessa atividade terrorista por parte de Kiev pode ser um sério dano à segurança energética regional", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, exigiu maior pressão sobre o regime de Kiev para interrompa os ataques à infraestrutura energética, após os recentes atentados contra os gasodutos TurkStream e Blue Stream.

«O QUE O TURKSTREAM E QUAL É A SUA IMPORTÂNCIA? SAIBA MAIS NO NOSSO ARTIGO»

"É importante aumentar a pressão sobre o regime de Kiev e incentivá-lo a cessar esses ataques imprudentes que ameaçam as rotas internacionais de energia", enfatizou a porta-voz nesta sexta-feira (20), alertando para as graves consequências que tais ataques podem ter para a segurança energética.

As consequências dos ataques de Kiev para a segurança energética

"Uma consequência direta da atividade terrorista de Kiev pode ser o grave dano à segurança energética regional, o que ameaça desestabilizar ainda mais o mercado global de energia", explicou.

Zakharova afirmou que o regime ucraniano quer "não apenas minar a posição da Rússia como fornecedora e transportadora confiável de recursos energéticos, mas também manter a crise ucraniana no centro das atenções internacionais", particularmente em meio ao conflito no Oriente Médio.

A porta-voz expressou a disposição de Moscou em continuar cooperando com seus "parceiros interessados ​​na operação segura e confiável da infraestrutura internacional de energia e logística existente, que garante o fornecimento de hidrocarbonetos russos".

"Terrorismo individual e massivo"

Em fevereiro, o presidente Vladimir Putin afirmou que o regime ucraniano recorreu ao terrorismo para compensar as derrotas militares: "Falhando em infligir uma derrota estratégica à Rússia no campo de batalha, o inimigo recorre ao terror individual e em massa. Isso inclui bombardear cidades, sabotar infraestrutura e tentar assassinar funcionários do governo e militares", disse ele.

Putin afirmou que, em 2025, o número de crimes relacionados ao terrorismo aumentou e que a maioria deles foi, sem dúvida, obra de agências de inteligência ucranianas.

Ataques contra gasodutos