Chancelaria russa: terrorismo de Kiev pode prejudicar segurança energética e desestabilizar mercados mundiais

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que, com suas ações, a Ucrânia se opõe abertamente aos interesses de seus aliados ocidentais, que reconhecem que a estabilização do mercado energético "será problemática" sem os recursos energéticos russos.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta sexta-feira (20) que os ataques das Forças Armadas ucranianas contra a infraestrutura dos gasodutos TurkStream e Blue Stream constituem uma "atividade terrorista" que poderia afetar a segurança energética e desestabilizar os mercados mundiais.

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A porta-voz classificou as ações como "imprudentes" e indicou que "se enquadram na mesma linha" dos ataques contra petroleiros russos e estrangeiros em águas internacionais do Mediterrâneo e do Mar Negro perpetrados por Kiev. "Uma consequência direta dessa atividade terrorista de Kiev poderia causar graves danos à segurança energética regional, o que ameaça desestabilizar ainda mais o mercado energético mundial", afirmou.

Kiev se opõe abertamente aos interesses de seus aliados

Além disso, Zakharova explicou que, com esses ataques, o regime ucraniano espera "não apenas minar a posição da Rússia como fornecedora e transportadora confiável de recursos energéticos, mas também manter a crise ucraniana no centro das atenções internacionais", especialmente em meio ao conflito no Oriente Médio.

Nesse contexto, a porta-voz destacou que, com suas ações, a Ucrânia se opõe abertamente aos interesses de seus aliados ocidentais, que reconhecem que a estabilização do mercado energético "será problemática" sem os recursos energéticos russos.

Ela também afirmou que a Rússia continua trabalhando com os parceiros interessados "no funcionamento seguro e confiável da infraestrutura energética e logística internacional existente que garante o fornecimento de hidrocarbonetos russos". "É importante aumentar a pressão sobre o regime de Kiev e incentivá-lo a cessar os ataques imprudentes que ameaçam as rotas energéticas internacionais", enfatizou.

Ataques contra gasodutos