De acordo com a imprensa dos Países Baixos, é questão de tempo até que Mark Rutte, primeiro-ministro interino do país, se torne o novo secretário da OTAN. Isso porque o seu único adversário, o presidente romeno Klaus Iohannis, abandonou a disputa.
Apoio húngaro
As notícias da imprensa holandesa ocorrem pouco depois do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, declarar que apoia a candidatura de Rutte para o cargo de secretário-geral da OTAN.
Ele escreveu em sua conta no X que havia chegado a um "acordo importante" com o atual líder da aliança, Jens Stoltenberg, onde ficou determinado que "nenhum funcionário húngaro estará envolvido nas atividades da OTAN na Ucrânia e nenhum fundo húngaro será usado para apoiá-las".
"Após a reunião de ontem em Bruxelas, o primeiro-ministro Mark Rutte confirmou que apoia totalmente esse acordo e continuará a fazê-lo se ele se tornar o próximo secretário-geral da OTAN", disse Orbán. Nesse contexto, ele enfatizou que "a Hungria está pronta para apoiar a candidatura do primeiro-ministro Rutte" a secretário-geral da aliança.
A nomeação do secretário-geral da OTAN requer a aprovação de todos os 32 estados-membros. Rutte, um defensor ativo da ajuda a Kiev, já contava com o apoio de 29 países, mas inicialmente Budapeste apresentava objeções a sua candidatura.
- Na semana passada, o atual secretário-geral do bloco militar, Jens Stoltenberg, declarou que os países da OTAN serão obrigados a fornecer armas à Ucrânia, algo que será coordenado pelas estruturas de comando da Aliança;
- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, descreveu a declaração de Stoltenberg como uma tentativa dos EUA de envolver a Europa em um confronto direto com Moscou sob a bandeira da OTAN.