O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, assinou nesta quinta-feira (19) um termo de confidencialidade com as autoridades envolvidas na investigação do caso Master, dando início às tratativas para o acordo de delação premiada. As informações foram divulgadas pela imprensa brasileira.
Segundo apuração da Folha de S. Paulo, o documento "foi assinado entre o empresário, a defesa dele, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal".
A partir deste momento, ele passa a se reunir com seus advogados para discutir os fatos sob investigação. Os primeiros encontros ocorrem de forma interna, entre o potencial colaborador e sua defesa.
A delação premiada, prevista na Lei de Organizações Criminosas, é um acordo em que o investigado colabora com as autoridades em troca de benefícios, como redução de pena.
Para ser válida, a colaboração precisa ser voluntária e trazer resultados concretos, como identificar outros envolvidos, revelar a estrutura de uma organização criminosa — que, pela lei, envolve ao menos quatro pessoas — ou permitir novas provas e prisões, sendo essencial que o Ministério Público considere as informações relevantes e verificáveis para avançar nas investigações.