
Após Lula assinar MP, caminhoneiros adiam decisão sobre greve - imprensa

Grupos que representam caminhoneiros de várias regiões do Brasil decidiram, em reunião realizada nesta quinta-feira (19), adiar por pelo menos uma semana a paralisação nacional que vinha sendo considerada. Uma nova reunião está prevista para a próxima semana, quando a categoria deve voltar a discutir a possibilidade de greve.
A confirmação foi feita pelo presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, em declaração ao portal Poder360. "Eu vejo um avanço nesse primeiro momento, mas ainda queremos fazer algumas mudanças", afirmou, conforme citado pelo veículo.

Ao portal, Landim afirmou que representantes dos caminhoneiros pretendem se reunir na segunda-feira (23) com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para tratar de pontos que a categoria ainda quer incluir na legislação. Entre as propostas em discussão está a isenção de pedágio para caminhões que retornam sem carga após a entrega.
Regras mais duras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (19) uma Medida Provisória (MP) que endurece as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. A medida altera a Lei nº 13.703/2018 e amplia os mecanismos de fiscalização, com destaque para a obrigatoriedade do registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que permitirá o monitoramento dos valores pagos e a identificação de fretes abaixo do piso.
O texto também prevê punições mais severas para empresas que descumprirem a regra, incluindo multas que podem chegar a R$ 10 milhões por operação, além de suspensão ou até cancelamento da autorização em casos graves. A fiscalização será reforçada com a integração de dados entre órgãos como a ANTT e a Receita Federal, ampliando o controle sobre o transporte de cargas no país.
