A Federação Internacional de Futebol (FIFA) decidiu manter a seleção de Israel nas competições internacionais e não punir clubes israelenses que atuam em assentamentos na Cisjordânia. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (19).
A Associação Israelense de Futebol também foi punida por violações às regras de antidiscriminação e fair play, após investigação sobre episódios de racismo no futebol local.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, declarou que a entidade "não deve tomar nenhuma medida", pois o status legal da Cisjordânia permanece uma questão não resolvida no direito internacional.
A FIFA acrescentou que não pode resolver conflitos geopolíticos, mas pretende usar o futebol para "construir pontes e promover a paz".
A presença de clubes de assentamentos em competições israelenses é alvo de disputa há anos. A federação palestina sustenta que equipes localizadas em territórios reivindicados para um futuro Estado palestino não deveriam participar de ligas organizadas por Israel.
Punição por racismo
Na decisão disciplinar, a FIFA apontou "violações sistêmicas" das normas de antidiscriminação pela entidade israelense, citando falhas no combate a episódios recorrentes de racismo e resposta insuficiente a declarações consideradas inflamatórias por dirigentes e clubes.
Como punição, a associação foi multada em US$ 190 mil e deverá implementar um plano obrigatório de prevenção à discriminação, além de exibir mensagens antidiscriminatórias em suas próximas três partidas como mandante em competições da FIFA.